Cada etapa do processo de produção pode afetar a qualidade final dos pellets, com etapas principais incluindo pré-tratamento da matéria-prima, pelotização e resfriamento.
1. Pré-tratamento de matéria-prima:
Tamanho da partícula: As matérias-primas devem ser trituradas em um tamanho inferior a 3-5 mm (os materiais de madeira podem ser um pouco mais grossos, a palha deve ser mais fina). O tamanho irregular das partículas resultará em grandes variações na densidade do pellet e na frouxidão localizada; um tamanho de partícula muito fino aumentará o consumo de energia e a quantidade de pó produzido.
Uniformidade de mistura: Ao misturar múltiplas matérias-primas (como serragem e palha), a mistura desigual resultará em pellets com vários graus de maciez e dureza, e eles estarão propensos a aglomerar-se ou extinguir-se durante a combustão.
2. Parâmetros de pelotização:
Taxa de compressão do molde: A relação entre o "comprimento da abertura/diâmetro da abertura" do molde determina diretamente a densidade e a dureza dos pellets. Uma taxa de compressão mais alta (por exemplo, 1:8) resulta em um tempo de compressão mais longo para os pellets, resultando em maior densidade e dureza mais dura (adequado para pellets industriais). Uma taxa de compressão mais baixa (por exemplo, 1:4) resulta em pellets soltos e quebradiços (adequados apenas para aplicações de baixa demanda). Diferentes matérias-primas requerem diferentes taxas de compressão (as matérias-primas lenhosas são normalmente 1:6-1:8, enquanto a palha requer 1:8-1:10).
Pressão e velocidade do rolo: Pressão insuficiente resulta em baixa densidade do pellet e fácil quebra; a pressão excessiva aumenta o consumo de energia e pode até causar superaquecimento e carbonização. A velocidade deve ser adequada às características da matéria-prima (para matérias-primas com fibras longas, recomenda-se velocidade lenta para evitar atrito excessivo e geração de calor).
Temperatura de pelotização: O atrito gera calor durante o processo de extrusão (geralmente 80-120°C). Uma temperatura muito baixa resultará em viscosidade insuficiente (tornando impossível a formação); uma temperatura demasiado elevada (>130°C) fará com que os componentes voláteis escapem prematuramente, reduzindo o seu valor calorífico e até produzindo um odor a queimado.
3.Resfriamento e triagem:
Resfriamento insuficiente: Os pellets produzidos recentemente podem atingir temperaturas tão altas quanto 60-80°C. Se embalado diretamente, a umidade interna não pode se dissipar, fazendo com que os pellets fiquem úmidos, macios e mofados. O resfriamento é necessário para reduzir a temperatura até a temperatura ambiente ±5°C e reduzir o teor de umidade para menos de 10%. Triagem incompleta: Os pellets não peneirados podem conter finos (>5%), o que não só afeta a eficiência da combustão (os finos podem facilmente causar a deflagração do forno), mas também reduz o valor comercial dos pellets.
Mesmo que sejam produzidos pellets de alta qualidade, o armazenamento e transporte inadequados podem levar à degradação da qualidade:
Ambiente de armazenamento: Ambientes úmidos fazem com que os pellets absorvam umidade, aumentando seu teor de umidade (acima de 15% causará aglomeração e mofo). As altas temperaturas aceleram a oxidação dos pellets, reduzindo o seu valor calorífico. Os pellets devem ser armazenados em local ventilado, seco e fresco. As alturas de empilhamento não devem ser muito altas (para evitar o esmagamento dos grânulos inferiores).
Condições de transporte: A vedação inadequada durante o transporte pode absorver umidade. Vibrações severas podem quebrar os pellets e produzir finos. Use caminhões selados e embale em sacos de tecido ou sacos a granel à prova de umidade.